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Durão Barroso lança sinais de optimismo para o País (7/12/02)

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Durão Barroso lança sinais de optimismo para o País
7/12/02, Diário Digital

Naquela que foi a primeira entrevista enquanto primeiro-ministro, Durão Barroso pretendeu, na quinta-feira à noite, na SIC, lançar alguns sinais de optimismo para os portugueses. O Chefe do Executivo não esconde que a situação do País em termos económicos é grave, reconhece que existe um problema de confiança, mas quer igualmente deixar claro que 2004 será o ponto de viragem.

À semelhança do que tem dito desde o passado fim-de-semana - quando em Conselho de Ministros extraordinário para celebrar os três meses de Governo, Durão Barroso anunciou um leque de medidas destinado a revitalizar a economia e dar sinais de confiança aos Portugueses - o primeiro-ministro voltou esta quinta-feira na SIC a adoptar a mesma estratégia.

Durão Barroso admitiu que existe um problema de confiança e que cabe ao Governo alterar o actual status quo. Nesse sentido, e apesar do Executivo ter sido forçado a aumentar os impostos – com a subida em 2% da taxa de IVA – o chefe do Executivo assegurou que esta é uma medida transitória e que se justifica à luz do que o Governo encontrou em termos de finanças públicas. «Havia errros que tivemos de reparar de imediato e tínhamos de obter receita rapidamente», reforçou.

«Não estavámos preparados para o défice que encontramos (...) até porque acreditámos que as contas estavam controladas», confessou ainda Durão, adiantando que a estratégia do Governo em aprovar quase de imediato um orçamento rectificativo deveu-se à necessidade de conter o défice. «Se não o tivéssemos feito, este seria de 4,5%», o que correspondia a mil milhões de contos.

O aumento dos impostos é, assim, assumido pelo Executivo como algo de transitório, com Durão Barroso a realçar que até 2004 «tem de haver sacrifícios para depois existir a recompensa». Esse ano, diz Barroso, «será o ponto de viragem e em 2005 e 2006 as pessoas vão notar que as suas vidas vão melhorar», adiantou.

Um optimismo que o Governo sente já ao nível internacional. Durão diz que o Executivo está a trabalhar no sentido de «não levar um puxão de orelhas de Bruxelas» e partilha a convicção de que lá fora este Governo é visto com outros olhos. O primeiro-ministro afirma que o objectivo de chegar a 2004 perto do equilíbrio orçamental é possível e assegura que o Governo está a trabalhar nesse sentido.

A entrevista serviu igualmente para passar em revista as principais medidas já lançadas pelo Executivo. Foi o caso da decisão da suspensão do crédito bonificado, que o primeiro-ministro resume numa frase: «Não há dinheiro para tudo e prefiro pegar nesse dinheiro e dar a quem mais precisa como fizémos com a Lei de Bases da Segurança Social».

Mas igualmente para tentar perceber a decisão de retomar o impulso das obras públicas, das tentativas de acordo com a concertação social, da própria lei de Bases da Segurança Social, da abertura da Saúde aos privados e da nova Lei da Imigração.

Durante pouco mais de 30 minutos, o primeiro-ministro fez uma espécie de balanço dos 100 dias do Executivo, aproveitando ainda a oportunidade para realçar os defeitos de governação do PS. «Estamos a pagar um preço muito elevado porque o anterior Governo enganou os portugueses e o Parlamento», lamentou Barroso.

O Governo sabe o caminho que tem a seguir, o primeiro-ministro assegura que não cede aos lobbies e acredita na cooperação institucional entre o Palácio de São Bento e o Palácio de Belém.

É, aliás, por isso que o primeiro-ministro se escusa a falar da novela RTP, limitando-se a dizer que mantém e manterá «toda a confiança no ministro da Presidência (Nuno Morais Sarmento)», independentemente do resultado que possa surgir da decisão presidencial em relação à Lei da Televisão.

Uma confiança que se extende igualmente ao parceiro da coligação, CDS/PP, e ao seu líder, Paulo Portas, que ainda recentemente viu-se forçado a responder a mais de uma centena de perguntas do Ministério Público sobre o caso Universidade Moderna. «Tenho plena confiança na honestidade do Dr. Paulo Portas e nem falo com ele sobre isso (Moderna)», afiançou o primeiro-ministro.

Mas uma confiança que leva também a que, por acaso ou talvez não, Durão Barroso termine a entrevista a adiantar que espera o julgamento dos Portugueses (apenas) em 2006.



 

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